segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
As mil uma noites do Eng. Sócrates...(a propósito da visita do PM português aos Emiratos Árabes Unidos).
Como a Sherazade não veio a Portugal, foi o PM português à sua procura um pouco mais a sul, onde o ouro negro resplandece...Não sabemos se a encontrou. Contudo, pela notícia, parece que esteve atento a algum dos contos das mil e um noites, pós choque tecnológico. Sim, porque a contadora de histórias, de hoje em dia, adoptaria um discurso eloquente pós moderno e ecologicamente correcto. E assim o Eng. Sócrates deixou-se embalar, de forma bem aconchegada no ar condicionado, no etéreo investimento árabe, sonhando com uma caravana de dromedários com mirra, ouro e incenso árabes, quer-se dizer, petrodólares...Porém, acordou com o pesadelo das declarações do sempre oportuno Dr. Amado, recordando o estado das finanças públicas portuguesas. Coisa que o PM disse que não tinha ido tratar, ou seja, vender...claro, ele e o respectivo MNE estavam ali tratar da alta tecnologia e afins. Os Ministros das Finanças de ambos os países já deveriam ter, talvez, falado do assunto. Traduzindo, nem o PM nem o MNE portugueses sabem ao certo o que é que o Dr. Teixeira dos Santos anda a fazer... Claro está, a Partex/Gulbenkian lá estavam, eficientes e muito conhecedores das dunas e areias dos Emiratos e respectivos arranha-céus. Certamente, até apresentaram alguma Sherazade ao Eng. Sócrates, que a convidou de imediato a visitar Portugal, acompanhada por uma manada de camelos...parece que temos, agora, instalações adequadas, depois das visitas do líder líbio Khadafy.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Ofensiva Diplomática...?! (sobre as viagens do PM Sócrates à Alemanha e ao Médio Oriente).
As exportações de um país nunca aumentaram com voluntarismos.Quantos habitantes têm aqueles países do Médio Oriente? Apoiar as empresas portuguesas de construção civil? Petróleo? Atrair capitais árabes? São os objectivos?! Mas quantos governos portugueses já o tentaram? Porquê levar tanta gente....qualquer dia os empresários passam mais tempo a viajar com os governantes, que nas sedes das suas companhias. Abrir uma nova Embaixada? Foi fechado o Consulado em Frankfurt, onde se situa o BCE e "bate o coração" financeiro da Alemanha. A abertura de uma missão diplomática não basta. É necessário montá-la com dignidade e pessoal. E dinheiro para mantê-la? Porquê os Emiratos Árabes Unidos e não Omã? Com este último sultanato temos mais laços históricos. As áreas do mundo que mais têm crescido situam-se bastante mais a oriente. Abrir uma Embaixada em Singapura e não o fazer na Malásia é um disparate, assim como foi um erro encerrar a representação nas Filipinas. A Diplomacia não deve ter por base impulsos.Tem que ser um processo calculista e paciente, cujos resultados são pouco visíveis. Todavia, é essencial a um Estado. Depois, com as contas do país no estado actual será razoável gastar tanto dinheiro em viagens supérfulas? O Eng. Sócrates e as mais de 50 luminárias do seu Governo comportam-se como novos-ricos falidos: vão a festas e viajam a crédito, pavoneando jóias falsas e arejando roupas bafientas. Desculpa-se o deslumbramento? Não, com as finanças públicas como estão!
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Tudo isto é fado...
O Governo do Eng. Sócrates é incompetente. Não há dúvidas. A posição geral dos diferentes sindicatos da função pública de recorrer aos Tribunais para contrariar as medidas orçamentais de cortes salariais em vencimentos superiores a 1500 EUROS é idêntica às sucessivas más decisões governamentais, da última década. Compreende-se que PC ou BE pretendam tornar caótica a situação financeira portuguesa, ficando ao lado de alguns dos grupos profissionais mais bem pagos do País para espalhar a confusão. Agora, técnicos, alguns com muitos anos de carreira, aceitarem que as suas estruturas sindicais tomem posições daquela natureza, demonstram que são membros daqueles partidos ou então estão saudosos dos tempos salazaristas. É uma atitude política de indiferença ou simplesmente corporativa. Conclui-se assim, que são insensíveis às centenas de milhares de desempregados; nem lhes interessa a sustentabilidade dos serviços sociais; e são indiferentes ao desenvolvimento e futuro de Portugal.Não há alternativa à redução dos salários. E em Junho dificilmente haverá 13º mês. Depois, não reparam que dessa maneira fornecem um último fôlego ao PM e às mais de cinquenta luminárias do Governo...é destes posicionamentos de sindicalistas infelizes, que tudo fazem para aparecer em telejornais, que eles estavam à espera para mostrar a tão apregoada determinação balofa e encontrar mais uma desculpa para os disparates e a má governação de há cerca de oito anos. Tudo isto é triste; tudo isto é fado.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Impressionado (sobre as declarações da Chanceler alemã relativas ao anúncio de medidas pelo PM português em Bruxelas).
Eu também estou impressionado...com o facto da Sra. Merkel estar impressionada. Não deveria estar. O PM português anunciou. Ainda nada fez. E no anúncio consta aquilo que lhe foi dito para pôr em prática. A Chanceler alemã, como uma boa madrasta, quis ser simpática, concordando com as medidas, sem dar a entender que foram ditadas por Berlim/Bruxelas. Bem, no seu lugar também não gostaria de ser fiadora com os meus contribuintes a pagar e o homólogo português a gastar velozmente...em altas velocidades e outros empreendimentos megalómenos sem recursos suficientes, a ser sustentado pela a UE/EURO- quer dizer, sobretudo pelo dinheiro alemão. Talvez o caso mude de figura se houver uma ou várias empresas alemãs influentes interessadas nesses negócios...aí a "realpolitik" poderá sofrer nova inflexão, até porque os financiamentos, de maneira indirecta, voltariam para a Alemanha. Não haja dúvidas, a aprovação ou a simpatia da Sra. Merkel paga-se ou em "géneros" ou em "metal". Se não se quer dever e evitar-se paternalizações por alemães, chineses e similares não se gaste mais do que se tem. Actualmente, só resta ao Governo português chá, simpatia...e obediência. Quando a Alemanha se unificou, já Portugal existia como Estado Independente, há mais de setecentos anos. Não foi "má fortuna ou amor ardente", que nos conduziu à situação actual; mas sim, a incompetência de sucessivos governos, principalmente socialistas e, em especial, estes dois últimos chefiados pelo indiscritível Eng. Sócrates, sempre predisposto para o disparate.
Um ano...uma revisão... (sobre o anúncio da criação futura de um fundo financeiro para apoio a países da UE).
O Tratado de Lisboa (cozinhado em Berlim/Bruxelas e servido em Lisboa-o Mosteiro de Jerónimos não merecia tal evento) com cerca de um ano vai sofrer a primeira revisão em 2013. Alguns dos actuais chefes de Governo já não vão ficar na fotografia, a começar pelo português. O que é preciso "é aliviar a malta" e a Sra. Merkel foi generosa. A sua eventual falta de solidariedade poderia sair mais cara à Alemanha. Se as autoridades alemãs querem mandar na Europa Ocidental têm que mostrar-se um pouco complacentes com algum despesismo abusivo dos parceiros. Situações como a grega são de evitar. Os políticos europeus culpariam os seus homólogos alemães pela abrupta descida do nível de vida e aumento da instabilidade nos seus países, aprofundando divisões. Os europeus a leste, sempre desconfiados das intenções alemãs, talvez não se importassem da perda de influência e prestígio das autoridades de Berlim a ocidente. Agora, os chamados "mercados" não se vão acalmar; haver meios financeiros para gastar aguça-lhes o apetite. A possível acalmia só virá, quando o dinheiro voltar a ser mais caro, a poupança mais rentável e a certeza que fundos, bancos e outros investidores e especuladores vão começar a recuperar das enormes perdas, consequência de mais de uma década a desbaratar recursos de forma sôfrega em "produtos tóxicos", sobretudo no imobiliário. Pois é, o Ocidente está intoxicado. De repente, o conforto parece incerto. E a prosperidade paga-se. Os amendoados olhos poluídos em Beijing contemplam...a situação.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Surpresa?Não...(a propósito da notícia que a França excluiu o ensino do Português em escolas de élite)
A Língua Portuguesa é das mais importantes no Mundo. Globalmente, mais relevante que a francesa, a alemã ou a italiana. A decisão demonstra, pelo menos, quatro vectores: a administração francesa é ignorante ou estúpida; a comunidade portuguesa em França pouco ou nada conta, até porque a maioria preferiu, naturalmente,que os filhos fossem franceses, factor de sucesso na integração dos portugueses; evidencia, mais uma vez, a ausência de uma política oficial consistente de promoção do Português- nunca se soube conciliar o seu ensino junto dos emigrantes com a promoção, efectiva, junto das élites; e se a pretensão é projectar a Língua de Camões e Pessoa tem que se gastar muito dinheiro- não são os Governos estrangeiros, que vão pagar para ser ensinado o idioma de um país, cujo Ministro das Finanças viaja para pedir ao Governo chinês para comprar obrigações portuguesas. O francês é uma língua a regredir no mundo, porém ainda prestigiada; o Português está em expansão, contudo não goza do prestígio proporcional ao seu crescimento. São múltiplas e nada lineares as razões para o aparente paradoxo. Neste contexto, talvez seja oportuno reflectir: ter leis de nacionalidade e eleitoral tão permissivas para netos e bisnetos da emigração portuguesa e gastar recursos em redes consulares na UE para quê? Os emigrantes não necessitam de ser paternalizados. Importa mais que o país de origem goze de situação estável. E seja respeitado. Não é o caso de Portugal na actualidade. Assim, a pouco inteligente opção francesa não é surpresa... antes consequência.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O nosso 00...BCP. ( sobre uma notícia/fuga de informação que o banco BCP pretendeu desenvolver relações com homólogos iranianos)
Brilhante, o Dr. Santos Ferreira 00 qualquer coisa ao serviço da CIA!! Se a sugestão tivesse avançado, as agências de "avaliação/validação" financeiras (rating) já nos teriam dado melhor nota. Como nas películas de Hollywood e nos melhores livros de "aeroporto/thrillers" (bem divertidos), género Follett, Forsyth, Clancy, Silva, etc: os interesses sem escrúpulos das finanças internacionais (neste caso um bocadinho para o saloio, pois são na periferia) aliados aos objectivos obscuros dos serviços secretos.Que grande filme! Que grande livro! Deve ter sido aí, que o Presidente do BCP se inspirou. Também o Eng. Sócrates, especialista em amizades com Kadhaffi e Chavez, aplicaria os seus talentos em desenvolver relações com gentes e regimes peculiares, sobretudo após deixar de ser PM. Falta tão pouco tempo. Assim, teríamos o Dr. Amado, MNE, na GALP e o seu actual chefe no BCP dicotomicamente colocados num xadrez controlado pelo discreto mestre Dr. Santos Ferreira. Não haveria perigo islâmico que resistisse...será que os EUA aproveitaram? Nos próximos capítulos sabê-lo-emos...é um "best-seller" português...que grande "blockbuster"... como diria o meu avô: "valha-nos Deus"!
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