terça-feira, 15 de março de 2011
Evidências (sobre as declarações do dia anterior do Eng. Sócrates justificando mais um pacote de medidas de austeridade).
É claro que o Governo do Eng. Sócrates está desacreditado devido à sua incompetência. A crise internacional apenas evidenciou essa realidade. Nenhum Governo minoritário pode ser estável nas condições actuais das finanças públicas. Indiscutível constitui ainda a evidência, que Portugal anda a viver, há décadas, muito acima das suas capacidades. Sem Banco Central Europeu, Alemanha ou Sra. Merkel estaríamos em condições muito piores. Daí ser redundante a questão da vinda do FMI ou do Fundo de Resgate Europeu. Já cá estão, há muito tempo, via Eng. Sócrates. Talvez a chegada efectiva a Lisboa daquelas duas instituições provocasse uma terapêutica mais dolorosa. Contudo, poderia contribuir para uma resolução mais rápida da crise financeira do Estado. O Governo continua com mais de 50 membros, institutos e comissões supérfulas vegetam e o PM português anuncia o congelamento das pensões mínimas!? Ainda por cima o anúncio ocorre sem mostrar qualquer respeito pelos canais institucionais e, sobretudo, pelos portugueses! E depois tem o topete de dizer que a oposição é que pretende trazer o FMI!? Quando o que conta para o actual Governo é contentar aquelas instituições internacionais, das quais depende para pagar as contas do dia a dia. É inequivocamente evidente: quem conduziu Portugal à situação de míngua financeira foram os Governos PS do Eng. Sócrates com a sua incapacidade de previsão, falta de prudência e absoluta ausência de visão estratégica, acompanhadas por uma notável arrogância, resultante da sua ignorância intrínseca.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Dupont & Dupont (sobre as declarações do Dr. Barroso, aprovando as novas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo português).
O Dr. Barroso, o célebre cherne, continua com o seu estilo parolo europeu, dizendo o redundantemente óbvio, com a maior das seriedades...como aqueles comentadores da bola, cuja linguagem esconde notável palermice. Depois, o Presidente da Comissão é irrelevante. Não conta. E no caso do actual, é a adiposidade portuguesa ecoando a efervescência da cerveja alemã fabricada em Berlim e engarrafada em Frankfurt. Mais, estes comentários aparentemente profundos das medidas tomadas pelo Eng. Sócrates faz lembrar os detectives Dupont & Dupont do famoso Tintin, a segunda maior invenção belga, depois da batata frita...um Dupont afirma e o outro corre, célere, a repetir "sim senhor, muito bem...". Porém, o Dr. Barroso e o Eng. Sócrates, nas suas longas aprendizagens desde 1974, dificilmente exprimem o que pensam de facto, por isso a referência sibilina, que se vai discutir isso " na Cimeira da Zona Euro.." (como quem diz:"vamos lá ver o que a patroa acha...") é que conta. Pois é, quem aprova ou desaprova é a Sra. Merkel e o seu Ministro das Finanças e este duo está sobretudo atento às conclusões dos relatórios do Banco Central alemão e ao julgamento dos respectivos contribuintes ...duvido que pensem grande coisa do Eng. Sócrates e serão indiferentes às observações do Dr. Barroso, um dos mordomos da Chanceler alemã...mas esta vai gostar, pois tudo o que seja para gastar menos está bem... só está mal para os portugueses, que pouco contam em Bruxelas/Berlim.
Surpresa...!? Nenhuma...! (sobre mais um anúncio de medidas de austeridade financeira por parte do Ministro das Finanças português).
No momento do Conselho Europeu este anúncio não constitui surpresa. Será verdade que uma missão europeia encontrou mais uns buracos inexplicáveis nas finanças públicas portuguesas? O Ministro das Finanças deveria esclarecer os portugueses e não apenas as instituições internacionais! Então Eng. Sócrates os bons resultados de que se gabava, pelos vistos provocaram a necessidade de mais medidas gravosas de austeridade, até 2013!? O Governo continua a escamotear a realidade. Proclama êxitos, que só o PM vislumbra (o Ministro das Finanças mostra, agora, recato) e retira rendimentos às pessoas. Os vencimentos diminuem, as pensões também e reduzem-se os financiamentos para os serviços públicos. Todavia, a equipa governamental continua a ter mais de cinquenta luminárias...aí não há qualquer redução, assim como não houve ainda extinção de institutos ou fundações públicas, apenas algumas medidas cosméticas de amalgamento de departamentos. Sr. Presidente demita o Governo! Quanto ao PSD: o que está à espera para assumir as suas responsabilidades... de outra "moção de censura" do Bloco de Esquerda?! As eleições não vão piorar a situação do País. Talvez, a curto prazo, não a melhorem. Contudo, afastariam do poder a calamidade Eng. Sócrates e apaniguados, o que já seria positivo. Pelo menos os sacrifícios da população em geral não serviriam para manter no poder os principais responsáveis da crise actual. Portugal merece mais e muito melhor!
quarta-feira, 9 de março de 2011
Semelhanças...
O Dr. Barroso e o Eng. Sócrates são portugueses; ambos, desde 1974, não fazem outra coisa que não seja política; e os dois nunca tiveram uma ideia ou pensamento originais. Ideologicamente, são de um vazio notável, do género minimalista pós-moderno como convém na era do politicamente correcto. Têm ainda a habilidade de abrir a boca para dizer o óbvio e o rísível com um ar de solenidade parola para telejornal captar. Isto vem a propósito da recente e profunda afirmação do Dr. Barroso, que a decisão de se recorrer ao "fundo europeu" (agora chamam-lhe de resgaste) depende do Governo português. Coaduna-se com as declarações do PM português, após o último encontro com a Sra. Merkel. Esta, além de mestra de escola, é maestra. A simpática valquíria alemã conduz a orquestra europeia, não em estilo arrebatado "wagueriano", antes mais para o barroco "brandeburguês"; contudo, a gravação é pesada e roufenha, lembrando os discos de 75 rotações de outras eras. Aliás, outra coisa não seria de esperar com a actual qualidade dos músicos e solistas europeus. Mesmo quando tocam em uníssono soam desafinado! Pois, o som sobre o recurso a fundos europeus ou ao FMI já nem consegue ser dodecafónico. É simplesmente grotesco. O ruído que o próximo Conselho Europeu já está a fazer e ainda nem sequer começou!...o Eng. Sócrates, vai a entrar só a tocar rabeca e sair abandonado, mesmo que o negue...
sexta-feira, 4 de março de 2011
Aquele abraço (sobre a escolha de Portugal para presidir ao Comité de Sanções da Líbia do Conselho de Segurança das Nações Unidas).
Aquele abraço entre o Eng. Sócrates e o Coronel Khadafi, cerca da meia-noite, algures no deserto da Líbia parece que foi há tanto tempo! Porém, não foi. Talvez a presidência do Comité traga alguma visibilidade à diplomacia portuguesa nas Nações Unidas. Pouco mais. Contudo, nada acrescenta à tão propangueada "diplomacia económica" do Governo. Deixa também transparecer, que há muito pouca capacidade de previsão e prudência dos responsáveis políticos portugueses e europeus. Transparece o rídiculo de uma ópera bufa na forma como competiram entre si para cair nas boas graças de um ditador tonto e sanguinário rodeado de dromedários e odaliscas. Antigamente, eram diplomatas ou militares a assumir esse papel. Os Estados da Europa, nomeadamente Portugal, tinham dignidade. Hoje, os PM europeus estão dispostos a visitar qualquer crápula, que possa fornecer a promessa de um contrato a alguma companhia nacional. Os dirigentes da UE vendem-se barato. São preguiçosos e untuosos. Por exemplo, prefiram Khadafi e o filho, acusado de mal-tratos sobre os seus próprios empregados numa cidade Suiça, do que apoiar as autoridades deste país. Talvez o ainda Embaixador de Portugal em Tripoli possa ser destacado para coordenar os trabalhos do tal Comité de Sanções. Ele disse aos meios de informação ser impossível acontecer na Líbia algo semelhante ao que se passara na Tunísia e no Egipto. Esperteza notável. Coitado. Mas aquele sentido abraço, Eng. Sócrates, não o faz sentir, agora, como Judas...?
quarta-feira, 2 de março de 2011
Nada do que pareceu é....( a propósito da a ida à Alemanha do PM Sócrates a pedido da Chanceler Merkel).
Portugal não é subserviente, mas o Governo do Eng. Sócrates é. As palavras encomiásticas da governante alemã na conferência de imprensa, de hoje,lembram uma professora a elogiar um aluno, cujo rendimento ultrapassou as expectativas. Duvido da sinceridade.Tratou-se de uma manobra de auto-projecção da Sra. Merkel para mostrar ao seu eleitorado e ao mundo, que quem manda na Europa é ela. Mais, os portugueses que se preparem para um novo PEC talvez, desta vez, mais diluído no tempo. Por outro lado,os alemães não têm obrigação de financiar o veloz despesismo dos governantes portugueses. Assim, na conferência de imprensa, a afirmação de independência nacional e respeito pela Alemanha/Europa também não foi, o que pretendeu ser. Ressalta ainda, sobretudo, o desplante de se perguntar ao PM de Portugal se é subserviente em relação a outro país!? Ainda por cima na capital desse Estado? Pois, Eng. Sócrates, ninguém lhe tem respeito. E devido ao seu cargo, o meu País, aquele com mais de 800 anos de História, sai desprestigiado. O fado não conduziu as finanças públicas portuguesas à actual situação de triste dependência, mas sim as políticas dos governos do PS embriagados pela voragem de ilusões sustentadas em juros baixos. Só não percebi, porque é que o Eng. Sócrates, não abraçou a mestra, a Sra. Merkel, como o fez a Kadhafi, não há muito tempo? Decoro? Falta da tenda e de camelos? Ou afinal será porque a Chanceler alemã não é tão "boazinha" como transpareceu? Eng. Sócrates, falso orgulho não paga dívidas...
Qual atraso...??!
Será verdade?! Já passou mais de um ano...e a Comissão ainda não disponibilizou fundos?! Isto é com um Presidente da Comissão da União Europeia (UE) português...! Imagino que devem faltar uma série de formulários com os respectivos anexos técnicos específicos bem preenchidos e quantificados...ou seja, se os madeirenses estivessem à espera do fundo de solidariedade da UE, já a Ilha se tinha afundado...Não sei se a culpa é dos Governos nacional ou regional, se dos serviços da Comissão...agora, demonstra uma incrível incapacidade de resposta das entidades responsáveis, sejam elas quais forem. A tragédia foi evidente e pungente... pelos vistos a palavrosa solidariedade europeia uma lástima. Todavia, a Madeira, felizmente, continua verdejante e esplenderosa!
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