quinta-feira, 31 de março de 2011

Atitude Correcta...

O discurso do PR foi claro e, felizmente, não falou na terceira pessoa; palavras bem escolhidas com recomendações pertinentes e adequadas. O Dr. Paulo Portas tomou a atitude correcta e foi clarividente no seu discurso. Se a campanha do CDS-PP obedecer, de facto, aos parâmetros anunciados, prestará, desde logo, um bom serviço ao País. A reacção do PSD, pelo respectivo líder parlamentar foi, excessivamente, prudente, apesar de assertiva. O Dr. Assis do PS continua a comportar-se como aqueles pistoleiros dos velhinhos "western spaguetti" e, ao entrar nos "saloon" -conferências de imprensa- dispara em todas as direcções e não acerta...O BE reagiu na defensiva com argumentos institucionais. O PCP, sem rasgo, mostrou, pelo menos, ter ideias arrumadas, ao contrário da sua colega, teoricamente, mais à esquerda. Não haja dúvidas, o actual Governo tem legitimidade para negociar com o FMI. Aliás, se tivesse tido visão, espírito de decisão e, sobretudo, noção de interesse nacional, há muito teria encontrado a nível internacional uma solução global de curto/médio prazo para enfrentar o défice e os juros galopantes. E não ficar paralisado com as hesitações da UE/Sra.Merkel. O facto do caso de Portugal ser diferente da Irlanda e da Grécia, deveria constituir factor ponderável, no sentido de não se protelar uma tomada de posição inequívoca perante os"mercados". Serviria ainda para aparentar que se dispunha de alguma capacidade de iniciativa, em vez de se ser, tristemente, arrastado pela insolvência iminente.

A sede da fama...

O Tenente-Coronel Hugo Chavez, Presidente da Venezuela, não se contenta com 15 minutos de fama. Assim, tem um programa de televisão e massacra, semanalmente durante horas, os seus conterrâneos. Estes cansados de anos de corrupção e miséria caíram, um dia, na tentação de o eleger e nunca mais se livraram dele. O remédio revelou-se pior que a doença. O "chavismo" inspirado no "castrismo pós-moderno", o que quer dizer um refogado rançoso de "ideias guevaristas" e vulgatas marxistas, tem imposto um regime profundamente retrógado ao povo venezuelano. O Coronel Khadafi e o Chefe de Estado venezuelano são "amigos" do Eng. Sócrates. Tal como em outros projectos económicos, o esforço, as visitas e as intimidades constantes de membros do Governo Português com homólogos venezuelanos revelaram-se redundantes e rídiculos. Certamente, melhores resultados poderiam ter sido obtidos com discrição e, sobretudo, sem parecer que Portugal é patrocinador ou apoiante de um farsante, motivo de riso internacional. Como tem dinheiro do petróleo, as suas excentricidades são toleradas, principalmente pelos sul-americanos. Buenos Aires que o diga, pois o Sr. Chavez, em tempos, comprou dívida argentina. A esmagadora maioria do povo venezuelano vive na miséria, a criminalidade é terrível e a corrupção desavergonhada. A Venezuela é um país riquíssimo. A NATO se bombardeasse o Sr. Chavez faria um favor aos venezuelanos e à humanidade. Não vai acontecer, para desgosto, aparente, do errático tenente-coronel venezuelano.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Fica bem receber bem...(a propósito das visitas de Lula da Silva e Príncipe Carlos a Portugal, no mesmo dia).

Pois é, naquele templo da gastronomia portuguesa também diria que o FMI é mau. Duvido que na sua sede em Washington se conheça o que é comer à portuguesa. Se soubesssem, estariam sempre prontos para vir a Lisboa e disponíveis a acomodarem-se às previsões do Dr. Teixeira dos Santos e aos TGVS do Eng. Sócrates. O Sr. Lula da Silva, após lauto jantar, só poderia estar disponível para dizer coisas agradáveis ao ouvido do seu anfitrião. Não o censuro. Faria o mesmo, até para não estragar o cair de um belo ágape com pensamentos indigestos sobre défices e outras miudezas. Mais, tenho a certeza que o Príncipe Carlos de Inglaterra e a mulher roem-se de inveja por não terem sido convidados. Jantaram um mero robalo em Queluz. Refeição insípida. Nem os papos de anjo devem ter adoçado a conversa sensaborona sobre a chuva britânica em Portugal. Apesar da promulgação da lei, que permite ao PM português gastar mais dinheiro sem aval prévio do Tribunal de Contas, o montante aprovado, felizmente, não é suficiente para o Eng. Sócrates convidar para o Solar dos Presuntos todos os potenciais eleitores. Se essa possibilidade existisse, correr-se-ia o risco dos portugueses, depois de opíparas refeições, acabassem a falar como o Sr. Lula da Silva e a votar PS. Dignos representantes da maior ex-colónia portuguesa e da nossa mais velha aliada foram bem recebidos, com o amigo brasileiro mais apaparicado. Compreende-se. E o ilustre casal inglês terá dito"rôbálô"!? A Dra. Maria Cavaco Silva, de certeza, ensinou a pronúncia correcta.

sexta-feira, 25 de março de 2011

O Dr.(?) César triste...(a propósito de afirmações do Presidente do Governo Regional dos Açores a elogiar o Eng. Sócrates).

O Dr.(?) Carlos César elogia o Eng. Sócrates. Porém, quebrou a solidariedade com ele ao não adoptar nos Açores as medidas de austeridade, inscritas pelo Governo da República no orçamento geral de 2011. Não sei se o apoio, agora, tem a ver com arrependimento, se é jogada táctica micaelense para projeccção no PS ou se resulta de algum nevoeiro mais cerrado daquele Arquipélago de rara beleza. Aliás, os açorianos merecem melhor chefe do governo regional, alguém de qualidade. Mas referia-me a esse produto da democracia atlântica, o Dr.(?) César, que na melhor tradição de militante de um partido stalinista, atraiçoa o respectivo líder para depois apoiá-lo, ruidosamente, porque sabe que o mesmo vai ser re-eleito. Portanto, tem que figurar ao lado da seita, perdão, ala vencedora.Vai ser aplaudido. Bem, quanto ao facto do Eng. Sócrates ser patriota, estamos conversados...a Sra. Merkel que o diga. Aqueles abraços e elogios recentes ao PM português da parte de outros chefes de governo europeus eram a elegia fúnebre habitual a alguém politicamente ferido de morte. Esse Conselho Europeu correspondeu ao início do velório, após a derrota do Governo na Assembleia da República, na véspera. Espera-se a emissão da certidão de óbito, no início de Junho.O Dr.(?) César, mais sózinho, está triste. É bom tom estar do lado dos moribundos, pois o Eng. Sócrates é um político agonizante. E se falam de patriotismo deveriam praticá-lo. Ambos assemelham-se e merecem-se: patriotas só na hora da desgraça para tentar convencer os incautos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ainda sobre a Líbia.

Uma razão para a existência de Estados é a segurança dos seus cidadãos. Uma guerra civil e a possível vitória de um regime torcionário na fronteira da Europa, constitui óbvia ameaça à segurança nacional de vários países. As Forças Armadas servem para combater e não apenas para desfilar. A guerra é terrível e com prováveis consequências horrorosas. No entanto, circunstâncias tornam-na muitas vezes impossível de evitar. Erradicar o regime de Khadafi é um imperativo para a segurança europeia. Mais, há a obrigação moral de não permitir o massacre das populações civis líbias e procurar controlar mais uma origem de imigração clandestina. As reservas de petróleo líbio são importantes para o continente europeu. Portanto, não se percebe a hesitação dos Estados Europeus em assumir clara e inequivocamente o comando e a iniciativa das operações militares. E se as opiniões públicas não reagem positivamente, paciência. Governar não é sinónimo de agradar. Depois, os governos têm a obrigação de explicar, quantas vezes for necessário, a imprescindibilidade de certas decisões. Será que a Europa nada aprendeu com o conflito da Jugoslávia?! Hesitações e cobardia provocaram milhares de mortos e, mais tarde, a formação de entidades estatais espúrias e inviáveis. Paz e desenvolvimento económico na região sul do Mediterrâneo são importantes para os EUA, porém essenciais para a Europa. O regime líbio, agora moribundo, foi sempre fonte de perturbação e, no passado recente, abrigo de terroristas.

quarta-feira, 23 de março de 2011

O falhado Eng. Sócrates...(sobre a demissão do PM Sócrates).

Há crise financeira, subsequentes e muito sérios problemas económicos e, portanto, questões políticas de grande relevância. Mas ao contrário do tremendista Eng. Sócrates, a apresentação da sua demissão é o primeiro passo para a resolução da crise política. Os últimos Governos do PS e, sobretudo, o seu líder são a principal razão da situação crítica em que o País vive. Cumpriu-se o fado de um político mal preparado, pouco hábil e arrogante. A formação de um Governo minoritário constituiu um erro, porém o respectivo chefe ao demonstrar constante incapacidade para a concertação socio-política e exploração das contradições dos adversários tornou inexorável este triste e precoce final. Esfumou-se, há muito, o choque tecnológico; do pretenso esforço económico externo fica a memória dos abraços a Kadhafi, as intimidades com o venezuelano Chavez e a agressividade do dinheiro angolano a penetrar no mercado português; das reformas da saúde à educação resta a recordação da crispação social e o intensificar do abandono do interior; na investigação e ensino superior constata-se a ameaça sombria da probalidade do aumento de emigração de jovens quadros portugueses; e no ambiente e cultura, seis anos de vazio. O desemprego é de 11%. Sobram as tão faladas medidas fracturantes, as quais apenas fracturaram. O Eng. Sócrates deixa-nos assim discursos cheios de lugares comuns, camisas brancas e gravatas lisas. Parafraseando o Poeta: um fraco PM faz fraca a forte Gente.

terça-feira, 22 de março de 2011

Atenção...(acerca de declarações do Presidente do PSD respeitantes à situação política e possibiliddae de eleições gerais antecipadas).

O Presidente do PSD mostra-se prudente. Convém. Não quer uma coligação com o CDS-PP. Faz mal. Depois, deveria falar claro: o próximo Governo enfrentará uma tarefa muito árdua e terá que tomar medidas duras e impopulares. Dr. Passos Coelho terá coragem? Conseguirá não imitar o PS e controlar o seu partido na sofreguidão por lugares e mordomias à custa dos aparelhos de Estado? Erradicará Ministérios e Secretarias de Estado inúteis, como: Cultura, Ciência, Economia, Presidência, Ambiente e Saúde; o da Educação pode-se ocupar dos dois primeiros, o das Finanças do segundo e, para os três últimos, chegam duas subsecretarias de estado, podendo médicos e hospitais ser incluídos nos Assuntos Sociais. São meros exemplos. Assim como seria exemplar fazer desaparecer não sei quantos institutos e fundações, cujas funções podem ser desempenhadas por direcções gerais ou de serviço já existentes. Aliás, comparando leis orgânicas de uns e outras constatam-se, sistematicamente, redudâncias de tarefas. Mais uma vez são apenas sugestões. Por favor se chegar a PM, não faça um Governo, tipo inclusivo do género pagode chinês, como o formado pelo seu companheiro de partido Dr. Santana Lopes. Dr. Passos Coelho não vai obter a maioria absoluta, porém, por favor, não comece a dar entender, que poderá governar com o PS do Eng. Sócrates. Este é o principal adversário e foram os seus Governos, que conduziram Portugal à situação financeira actual. E dê esperança às pessoas para que faça sentido todas as dificuldades que terão de enfrentar.