Releve-se a proclamação da Independência da República do Sul do Sudão. Rara e arduamente, os países africanos têm encontrado soluções para as linhas fronteiriças impostas pelas potências coloniais europeias, no século XIX, sobretudo, a partir da Conferência de Berlim de 1884 - esta trouxe, em última análise, consequências nefastas para Portugal, apesar do seu Governo ter sido um dos promotores. Com a multiplicidade de grupos étnicos aquele novo estado está longe de se basear numa nação homogénea. Contudo, a generalidade da respectiva população rejeitava, talvez desde sempre, a integração política no norte sudanês. Reprimidos, primeiro, pelas administrações anglo-egípcias e, após a independência do Sudão em 1956, por regimes dominados pelo islamismo, os povos "nilotas" conseguiram, finalmente, criar uma entidade independente. Apesar do petróleo, a prosperidade não está assegurada. Como outros países perto mostram, o "ouro negro" não é sinónimo de riqueza geral e de felicidade para a maioria dos seus habitantes. O novo Governo português demonstrou-se insensível ao que se passaria em Juba. Fez-se representar por um Embaixador reformado, que não tem, que se saiba, qualquer cargo. Mal. Do Ministério dos Negócios Estrangeiros com Ministro, três secretários e uma subsecretária de estado, ninguém estava disponível?! Talvez o calor, mencionado pelo velho diplomata, afastou os actuais jovens titulares políticos da diplomacia portuguesa?! E a falta de visão também...um país novo, em África, a precisar de tudo...francamente.
domingo, 10 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Opinião (a propósito de um artigo de opinião escrito pelo Embaixador português em Paris no jornal económico "Les echos" e, por sua vez, mencionado no semanário "Expresso")
O Sr. Embaixador Seixas da Costa escreveu um artigo. Curioso, um diplomata em funções a fazê-lo. Ecoou, bem, nos "Echos" a opinião geral acerca da recente e incompetente avaliação da agência financeira Moody's das perspectivas financeiras portuguesas. Normal a referência à incapacidade europeia. Aliás, foi Secretário de Estado dos Assuntos Europeus em Governo PS. Ajudou a rever um tratado...quantos mais até ao último, o de Berlim/Lisboa? Durante todas aquelas negociações houve alguma proposta para a criação de uma "agência financeira"...europeia?! Seria positivo? Porém, não há. Os problemas da chamada União Europeia (UE) são parecidos com aqueles, que provocaram a dissolução do negócio familiar do jornal, onde escreveu, até chegar à multinacional "Pearson Group"...pois é, mas fica bem a indignação... expressa em Paris, melhor ainda. Espera-se que tenha algum eco aí. Nesta página já teve. Nada adianta...As três grandes "avaliadoras" existentes são americanas. Privadas. É a grande vantagem. Respondem a accionistas e subscritores.Valem o que valem...Não se comovem com sacrifícios de portugueses ou de outros. Emoção, ali, apenas os lucros.Todavia, fica bem ao Embaixador da Costa, relevar o estoicismo nacional com a alusão subreptícia à Grécia. Os homólogos em Washington e Londres irão escrever para jornais similares, o Wall Street Journal e o Financial Times? Não se aconselha, pois primeiro Portugal necessita de recuperar credibilidade. Esta conquista-se e não através de artigos ou desabafos.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Portugal-EUA (por ocasião dos festejos dos 235 anos da Independência dos Estados Unidos da América.)
As relações entre Portugal e os Estados Unidos da América são antigas. Antes da independência da única super-potência actual, Cabrilho,talvez português, explorou a costa californiana no século XVI.Também a primeira Sinagoga e respectivo cemitério judeus em território norte-americano teriam sido fundados por judeus de origem portuguesa em Rhode Island (séc.XVII), cujos capitais foram importantes no desenvolvimento da caça e indústria baleeiras em Massachusetts. Residem ainda nesses dois belos Estados imensos portugueses e luso-descendentes. Depois, por exemplo, o Abade Correia da Serra, alentejano de Serpa era amigo de Thomas Jefferson, o 3º Presidente norte-americano e principal autor da célebre Declaração de Independência e até há um famoso "pistoleiro" do "faroeste" americano, algures nos Dakotas e de origem açoriana. E falando de independência, não esquecer que o brinde à respectiva"Declaração" foi efectuado com o velho e venerável Vinho Madeira, segundo se diz, o preferido do General Georges Washington, principal herói da Guerra da Independência e 1º Presidente da República americana.Tudo indica ainda, que Portugal foi o primeiro estado neutral a reconhecer "de jure" a independência dos Estados Unidos, apesar da aliança com a Inglaterra. Assim, o Oceano Atlântico não constituiu um imenso mar de separação entre as duas nações;antes elo de amizade, cuja permanente continuidade, em termos simbólicos, está representada nas comunidades portuguesas residentes naquele país tão tão vasto e multifacetado e na utilização da base aero-naval portuguesa das Lages da verdejante Ilha Terceira.
Incompetência...(a propósito da descida para valores muito negativos da avaliação efectuada pela agência financeira Moody's sobre a dívida portuguesa).
O Sr. Eng. Faria de Oliveira está indignado.Tem razão. Porém, não adianta. Nitidamente, a agência financeira Moody's está a tentar apoiar todos aqueles especuladores, que perderam dinheiro, muito dinheiro, em 2007. Em grande parte essas perdas resultaram de avaliações mal feitas de empresas como aquela. Catalogaram péssimos produtos financeiros com seus triplos "AAA", seduzindo instituições e investidores individuais em continuar a pôr montantes muito consideráveis em investimentos de lixo, meramente especulativos, que se desmultiplicavam em espécies apelidadas de "subprimes". E depois viu-se... Ao baixar avaliações(ratings), impondo a subida de juros para eventuais emissões de obrigações, está a querer atrair investidores, sobretudo asiáticos, para que os "amigos", mais tarde, melhor negoceiem e com maiores lucros em mercados chamados "secundários" e afins. Os bancos americanos, alemães, suiços e luxemburgueses, por exemplo, precisam, muito rapidamente, de "metal sonante/cash" - os vasos circulatórios financeiros estão com falta de "oxigénio", até porque não está fácil recuperar das perdas sofridas. Portugal, entre outros países, em consequência de más opções políticas de anos, está mesmo a jeito para contribuir para que "portfolios" (carteiras de obrigações e acções) se componham. Não há muito a fazer. Há que aturar isto estoicamente e que sirva de lição...A Moody's, fundada em 1909 por um tal John Moody, não previu o "crash"de 1929, nem os "bubles" dos finais do século passado, nem, obviamente, o descalabro de 2007/08...assemelha-se ao Governo do Eng. Sócrates, ou seja, é incompetente.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Irrelevante....(a propósito do pedido de renúncia de deputado do Dr. Fernando Nobre)
O Dr. Fernando Nobre, finalmente, tomou consciência da sua irrelevância política. Depois de uma candidatura à presidência, através da qual ajudou a garantir a vitória à primeira volta do actual Presidente da República, pretendia um lugar de destaque para 2015/16. Entretanto, iria procurando colocar uns indefectíveis em posições importantes, à semelhança do que fez na AMI. Por aquilo que se assistiu, durante a campanha eleitoral, o Dr. Nobre é um deserto de ideias com um "pensamento político(?)" de atroz vulgaridade, ao nível da ignara conversa de café de bairro... Não se sabe o que o Dr. Passos Coelho viu na personagem e quem ganhou com isso em Lisboa foi o CDS-PP...ainda bem. Espera-se que o actual Primeiro Ministro demonstre destreza idêntica a governar Portugal, semelhante à rápida e elegante solução encontrada para a Presidência da Assembleia da República. Quanto ao Dr. Nobre há, infelizmente, por esse mundo fora muitas tragédias, onde a AMI pode ser útil e assim conseguir toda a projecção que deseja...após as férias, porque não o Sudão?! As últimas notícias dessa região são francamente pessimistas, a situação humanitária deverá agravar-se, até porque o conflito de décadas entre norte e sul naquele imenso país e, mesmo nesta última região, as tribos e facções estão prontas para se matarem. De facto o petróleo não parece trazer felicidade...agora, não há dúvidas o Parlamento Português está mais feliz sem o presidente da AMI e a sua vaidade e ambição despropositadas e balofas.
Presidente...(s) (sobre declarações do Presidente da República e do Dr. Mário Soares acerca da crise e tomadas de medidas do novo Governo, que tem menos de um mês).
Tal como um dos seus antecessores, o actual Presidente da República parece o "profeta da desgraça". Será porque se trata do seu segundo mandato e, portanto, já não poderá ser reeleito ou é devido ao facto do Primeiro Ministro ser do mesmo partido? Talvez uma combinação dos dois factores. Evidente é a similitude entre os anúncios da desgraça do Dr. Mário Soares e o tom "eu bem avisei..." do Dr. Cavaco Silva. Ambos mostraram-se muito mais cautelosos e parcos em palavras, quando as luminárias do PS estavam no poder. Agora, pretendem assumir-se como "oráculos de delfos", anunciando, agoirentos, a realidade sombria...pois é, mas não adianta nada. Pelo contrário, as pessoas, além das dificuldades que passam e irão continuar a ter, certamente agravadas, não necessitam de ficar também deprimidas. Não é aconselhável a euforia tonta do desespero; porém, talvez fosse preferível um discurso positivo, sublinhando que uma vez saneadas as contas públicas e controlado o descalabro financeiro, há possibilidades de haver uma vida económica equilibrada, alicerçada em bases mais saudáveis, se não houver, de novo, excitações despesistas de aumentos extemporâneos de funcionários,"expos 98", "euros de futebol" e "altas velocidades". Inversamente, o projecto do novo aeroporto deverá ser retomado assim que possível, potenciando a situação geográfica do País: "...onde a terra acaba e o mar começa..".Os Srs. Presidentes ajudariam se estivessem calados...porque não vão de férias para o Algarve...
segunda-feira, 4 de julho de 2011
La gauche caviar ( a propósito da notícia que o ex-Presidente do FMI, o francês Strauss-Khan poderá ser acusado em França de mais uma tentativa de violação...).
Bem, Monsieur Strauss-Khan é melhor ficar pelos Estados Unidos. Em França, corre o risco de ser acusado por metade das famílias"chic"da "gauche-caviar" de violar ou tentativa de violação. "En Paris de France" nunca seria algemado e as acusações apresentadas com todas as "excuses". Assim, só será um candidato socialista viável, em 2019 ou 2020. Talvez, no futuro, a libido esteja mais calma ou já completamente "chéché". O Monsieur le President Sarkozy, o qual terá sido a "éminence grise" por detrás dessa "conspiration" digna dos romances de Alexandre Dumas(pai), até vai ser pai da sua terceira mulher legitíma... "la terrible direita légaliste et hypocrite!"...LA FRANCE, como o General DeGaulle gostava de acentuar, sofre da sua habitual "malaise social"...a carne sempre foi "faible" no hexágono. Louis XIV (este não tem fama de ser de "gauche", porém nunca se sabe) e Monsieur Mitterrand que o digam, para não falar do Henry IV, que se deixou corromper com uma missa para a ascender ao trono francês... "histoires" fabulosas daquele "magnificent" país... enquanto se discute o Sr. Khan ninguém pensa no défice francês, no "crescimento" anémico da economia francesa. Bem, sempre se poderá arranjar mais um "marriage" monaguesco ou dentro da "famille Sarkozy", pois, além do sempre "young" Prince Albert II, há, parece, jovens casadoiros/as em ambas famílias. Sim, a Família Real britânica não poderá ficar com o monopólio das atenções, afinal a França... é "La FRANCE" e há sempre um esparguete com trufas e um "bon vin"...
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